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Som da Sacada – Memórias de uma Guerra Invisível

Ficha Técnica

Título: Som da Sacada – Memórias de uma Guerra Invisível
Autor: Pedro Lichtnow
Editora: Personalidade

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A pandemia produziu uma das maiores coleções de documentos da história contemporânea. Relatórios científicos, fotografias, estatísticas, pesquisas, decretos e registros oficiais preservaram os acontecimentos. Faltava, porém, registrar outra dimensão daquele período: a experiência humana.

Em Som da Sacada – Memórias de uma Guerra Invisível, o escritor brasileiro Pedro Lichtnow transforma essa memória em literatura. Publicada pela Editora Personalidade, a obra reúne documentação histórica, ciência, medicina, política, economia, psicologia social e reflexão existencial para interpretar um dos acontecimentos mais transformadores do século XXI. Ao longo de 748 páginas, percorre os anos entre dezembro de 2019 e junho de 2024 por meio de memórias futuras.

Além de reconstruir fatos, Lichtnow investiga a forma como aquele tempo modificou a percepção coletiva sobre tempo, liberdade, medo, solidariedade, ciência, morte e esperança. A pandemia deixa de ser apenas o cenário da narrativa. Torna-se uma lente para compreender a sociedade humana.

 

Entre a História e a literatura

Ao longo da obra, fatos históricos convivem com personagens reais e ficcionais. Relatórios científicos dialogam com conflitos íntimos. Decisões governamentais cruzam trajetórias individuais. A experiência cotidiana encontra a História.

Inspirado em acontecimentos reais, o livro reúne médicos, profissionais da saúde, pesquisadores, trabalhadores, empresários, famílias, sobreviventes e pessoas comuns. Mais do que personagens, representam diferentes formas de viver uma mesma crise.
A pesquisa documental sustenta toda a construção narrativa. Ciência, política, economia, relações internacionais, comunicação e comportamento coletivo integram a construção literária sem perder rigor histórico. O resultado insere Som da Sacada na tradição dos grandes romances históricos, nos quais a ficção amplia a compreensão de uma época.

 

A memória existencial de uma geração

Toda época produz uma memória oficial. Arquivos preservam datas. Pesquisas registram números. Fotografias congelam acontecimentos.

 

Existe, porém, outra memória.

A memória do medo.

Do silêncio.

Da ausência.

Da esperança.

Da travessia.


É essa memória — existencial antes de histórica — que atravessa toda a obra. A pandemia colocou bilhões de pessoas diante da própria vulnerabilidade. Pela primeira vez em décadas, fronteiras, diferenças econômicas e disputas políticas deixaram de oferecer proteção diante de uma ameaça comum. A existência humana voltou ao centro das preocupações coletivas.

“Essencialmente, é um livro existencial e histórico, de um tempo de reclusão, solidariedade, medo, aflição, travessia e esperança. Na pandemia, todos sentimos a vulnerabilidade humana diante de um vírus minúsculo, menor que um grão de areia. Fomos colocados na mesma condição, sem distinções. Nossa existência foi colocada à prova. Foi um tempo de auto-observação, de olhar para dentro de si com mais verdade, de caos na sociedade e nos sistemas humanos, de maior compreensão sobre a finitude da vida e o espreito da morte”, afirma Pedro Lichtnow.

 

O espírito de uma época

Os alemães utilizam a palavra Zeitgeist para definir o espírito de uma época. Esse conceito orienta toda a arquitetura de Som da Sacada.

A pandemia passa a representar um ponto de inflexão da sociedade contemporânea. Ciência, tecnologia, economia, política, comunicação, espiritualidade e comportamento coletivo formam um mesmo organismo histórico.

A pergunta central da obra deixa de ser apenas: 

“O que aconteceu?”.

A pergunta torna-se outra:

“Quem nos tornamos depois disso?”

 

O som que rompeu o silêncio

O título remete às manifestações musicais nas sacadas durante o isolamento social. Enquanto as ruas permaneciam vazias, aquelas vozes transformaram-se em símbolo de esperança, solidariedade e resistência.

 

Uma obra de permanência

Mais do que um romance sobre a pandemia, Som da Sacada preserva a memória de uma geração e interpreta um momento decisivo da história contemporânea.

“Som da Sacada é uma obra de permanência. Um registro construído quase artesanalmente, ponto por ponto, fato por fato, personagem por personagem. A tendência é servir, ao longo do tempo, como pesquisa histórica e memória de um momento intenso, profundo e transformador da experiência humana”, afirma Pedro Lichtnow.

Embora tenha a pandemia como eixo histórico, a obra ultrapassa a narrativa de uma crise sanitária. Ao reunir literatura, documentação histórica, memória existencial, psicologia social e reflexão filosófica, interpreta a pandemia como um dos acontecimentos decisivos do século XXI.

Sobre o autor

Pedro Lichtnow é escritor, palestrante, neurocomunicador e editor. Autor de Catarse – Terapia do Inconsciente, Quem Sou Eu? e Som da Sacada – Memórias de uma Guerra Invisível. Sua produção literária aproxima romance histórico, memória existencial e psicologia social para interpretar grandes acontecimentos da experiência humana.

Fundador e CEO da Editora Personalidade, integra a Academia de Cultura de Curitiba (ACCUR), a Academia de Letras do Brasil – Seccional Paraná – e o Centro de Letras do Paraná. Recebeu o Prêmio Carioca de Excelência Literária 2024.

 

Onde encontrar

Instagram:
@pedrolichtnow
@somdasacada
@editora.personalidade

Contato: (41) 98781-6746

 

Leitura de fragmento da obra Som da Sacada

“O silêncio das ruas desertas, a aflição do coração, o tempo estacionário e a incerteza do amanhã. Nunca a humanidade temeu o tempo, e o vazio da existência como na pandemia. (…) Olhamos para dentro de nós com mais clareza em meio ao caos. Olhamos com mais verdade sobre o próprio destino. Afinal, qual era a próxima direção? Para onde deveríamos seguir? Qual seria o destino do homem?”

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