Em "Átimos de Amor", o escritor propõe reconhecer nos pequenos gestos cotidianos uma forma de presença capaz de interromper, ainda que por instantes, o automatismo da vida contemporânea.
Há na ficção contemporânea feita por mulheres um movimento recorrente de descentralização do drama doméstico: a violência não se anuncia mais, necessariamente, pelo estrondo da ruptura visível, mas pela contínua acumulação do ressentimento, pelo desgaste microscópico das estruturas afetivas e pela administração do silêncio.
O universo jurídico e administrativo que circunda a vida castrense costuma ser percebido pelo público leigo como um bloco monolítico, moldado por certezas inabaláveis e pela retidão linear de seus pilares fundantes.
A literatura, quando pensada em sua função social e histórica, frequentemente se depara com o desafio de mediar a tensão entre o presente imediato e as projeções de um porvir que parece escapar por entre os dedos.
A leitura de "De Newton à inteligência artificial: a jornada da mente humana pelo universo e pelas máquinas", de Ana Carolina, impõe-nos, de imediato, um exercício de deslocamento.
Em "Felicidade: um romance com a alma", Mônica Cechinato propõe uma incursão pelo território das escritas de si, mas o faz deslocando o eixo da autobiografia tradicional para o que poderíamos chamar de uma narrativa de autodescoberta espiritual.