A história de Ann, uma criança oriental transplantada para o solo rígido da Inglaterra, serve como ponto de partida para uma reflexão sobre as "muralhas étnicas" e o custo subjetivo da alteridade. Logo nas primeiras páginas, percebemos que a tentativa de integração à cultura europeia, idealizada pelos pais da protagonista, colide com a crueza de uma estrutura social que não acolhe o diferente, mas o segrega por meio de um "pesadelo criado por gargalhadas infantis".