A motivação foi a necessidade de ampliar o debate sobre o Direito Militar, que é uma área jurídica pouco explorada. Como tal, carece de profissionais especializados e uma atualização doutrinária mais presente.
Diria que tanto lembranças boas quanto ruins daquele período ainda me influenciam até hoje. Por exemplo, perdi minha mãe para as drogas com 19 anos, amizades da época, amores que vivi, e principalmente desde aquela época eu sempre quis que minhas poesias inspirassem outras pessoas.
A ideia nasceu no silêncio do quarto do meu filho, Samuel, durante aquelas conversas baixinhas antes de dormir. Eu queria criar uma história que acolhesse o coração dele e de tantas crianças que, às vezes, se sentem tímidas ou deslocadas no mundo.
Não foi um momento único, foi um acúmulo.
Durante muito tempo eu apenas sobrevivi ao que vivi.
Mas chegou um ponto em que eu percebi que aquela história não era só minha — ela carregava algo que poderia alcançar outras pessoas.
Quando eu falo sobre um novo jeito de viver, eu não estou falando de uma vida perfeita, sem dor ou desafios, mas de uma forma mais consciente, mais presente e mais verdadeira de se relacionar com tudo isso. Esse novo jeito de viver é sair do automático e começar a se escutar.
A escrita sempre começa com os pequenos poemas. Mas, os romances vieram depois, através da escuta nas madrugadas, quando a demanda de paciente diminuía.
Desde a infância, sempre vivi em meio a livros. Lembro-me quando ganhei 5 livros com ilustrações para criar diálogos dentro de balões. Achava muito legal, criar a própria história no livro. Comecei na adolescência meus primeiros versos, poemas, paixões. Depois, iniciei com diários, este hábito permaneceu até a vida adulta.
Entre fé, dor e afeto, Nei L. Santos transforma a própria história em uma narrativa intensa e sensível, onde o amor — imperfeito e resistente — revela sua força ao atravessar as “linhas tortas” da vida.
Foi como encontrar uma amiga que não via há muito tempo. Abracei as palavras e decidi andar mais perto delas. Ando de mãos dadas com elas através dos meus contos, poesias e histórias infantis. Voltar à escrever me fez renascer, ver o mundo com outros olhos.