09/03/2026

Clube do Leitor entrevista Léo Salgado

A Humanização de Luiz: Luiz não é apresentado como um vilão tecnológico, mas como alguém cujo pragmatismo e foco em dados são instintos de sobrevivência contra o estresse corrosivo da vida urbana. Seu palácio de tecnologia é seu santuário de segurança, e sua necessidade de controle é uma resposta ao "inferno logístico" que ele tentou abandonar.
09/03/2026

Clube do Leitor entrevista o escritor Ruan de Castro Medeiros

A ideia nasce de vários elementos. Eu sou de uma cidade e estado onde historicamente sempre teve uma ligação muito forte com poetas e escritores. Isso favoreceu a ideia de um clube de poetas. Outro ponto a se destacar é o motivo dela, a poesia, ser proibida. Não precisamos ir muito longe na história brasileira, durante a Ditadura Militar por exemplo,tínhamos poetas sendo perseguidos e censurados. A poesia também é um ato político. E se colocarmos o contexto de quando eu comecei a escrever esse livro, o ano de 2018, onde vocêse via uma propagação e saudação, naquele momento político brasileiro, a governos autoritários, a personagens violentos, isso meio que se misturou com a poesia de alguma forma e fez nascer o título, então, a partir daí a história foi se desenvolvendo.    
09/03/2026

Clube do Leitor entrevista o Prof. Marcelo C. Costa

Clube do Leitor: O livro parte da ideia de que decisões logísticas são, antes de tudo, escolhas éticas. Em que momento da sua trajetória profissional essa percepção deixou de ser teórica e passou a se impor como uma urgência prática? Prof. Marcelo C. Costa: A percepção se tornou urgente quando percebi que, atrás de cada métrica de entrega, existe uma vida impactada. Na gestão de grandes operações, vi que decidir entre um fornecedor mais barato e um sustentável não era apenas uma conta matemática, mas uma declaração de valores que molda o mundo ao nosso redor.
06/03/2026

O sistema imunológico da distopia e a simetria da revolução

Em Future Rising: A Sétima Máquina, Rick Schwartz mobiliza as convenções do gênero distópico para investigar não apenas as fronteiras entre o orgânico e o sintético, mas a própria estrutura das relações de poder em um mundo mediado por sistemas onipresentes.
06/03/2026

O peso do real na literatura: uma análise de Quando a esperança fica por um fio

A escrita de Ana Paula Pereira de Oliveira em Quando a esperança fica por um fio (2026) nos coloca diante de um fenômeno que a crítica contemporânea tem observado com crescente interesse: a literatura que se desprende da ficção para habitar o território da experiência radical, onde o lugar de fala não é apenas um marcador social, mas a própria sustentação da narrativa.
04/03/2026

A sobrevida do tronco: o cárcere como projeto de uma abolição estigmatizada

A história do Brasil, em sua gênese e permanência, é um projeto de feridas expostas que o tempo, longe de cicatrizar, insiste em reabrir sob novas formas de controle. Em Abolição estigmatizada: racismo, política criminal de drogas e superlotação prisional no Brasil (2025), Iná Nascimento empreende um movimento analítico necessário e urgente: desvelar as estruturas que conectam o trauma da escravidão ao fenômeno contemporâneo do encarceramento em massa.