Não foi um momento único, foi um acúmulo.
Durante muito tempo eu apenas sobrevivi ao que vivi.
Mas chegou um ponto em que eu percebi que aquela história não era só minha — ela carregava algo que poderia alcançar outras pessoas.
Quando eu falo sobre um novo jeito de viver, eu não estou falando de uma vida perfeita, sem dor ou desafios, mas de uma forma mais consciente, mais presente e mais verdadeira de se relacionar com tudo isso. Esse novo jeito de viver é sair do automático e começar a se escutar.
A literatura, quando pensada em sua função social e histórica, frequentemente se depara com o desafio de mediar a tensão entre o presente imediato e as projeções de um porvir que parece escapar por entre os dedos.
A escrita sempre começa com os pequenos poemas. Mas, os romances vieram depois, através da escuta nas madrugadas, quando a demanda de paciente diminuía.
Desde a infância, sempre vivi em meio a livros. Lembro-me quando ganhei 5 livros com ilustrações para criar diálogos dentro de balões. Achava muito legal, criar a própria história no livro. Comecei na adolescência meus primeiros versos, poemas, paixões. Depois, iniciei com diários, este hábito permaneceu até a vida adulta.
O que você faria se tivesse nas mãos a chance de mudar — ou salvar — o mundo de alguém? A resposta inquietante está lançada pela Procuradora Federal e escritora Fernanda Sanson Durand no seu segundo romance.
Entre o sopro leve que cria a bolha e o peso silencioso das marés que nos afogam, existe um intervalo — e é nele que vive Entre Bolhas e Marés, o novo livro de crônicas da escritora e jornalista Fernanda Carvalho.
Entre fé, dor e afeto, Nei L. Santos transforma a própria história em uma narrativa intensa e sensível, onde o amor — imperfeito e resistente — revela sua força ao atravessar as “linhas tortas” da vida.
A leitura de "De Newton à inteligência artificial: a jornada da mente humana pelo universo e pelas máquinas", de Ana Carolina, impõe-nos, de imediato, um exercício de deslocamento.