06/03/2026

O sistema imunológico da distopia e a simetria da revolução

Em Future Rising: A Sétima Máquina, Rick Schwartz mobiliza as convenções do gênero distópico para investigar não apenas as fronteiras entre o orgânico e o sintético, mas a própria estrutura das relações de poder em um mundo mediado por sistemas onipresentes.
06/03/2026

O peso do real na literatura: uma análise de Quando a esperança fica por um fio

A escrita de Ana Paula Pereira de Oliveira em Quando a esperança fica por um fio (2026) nos coloca diante de um fenômeno que a crítica contemporânea tem observado com crescente interesse: a literatura que se desprende da ficção para habitar o território da experiência radical, onde o lugar de fala não é apenas um marcador social, mas a própria sustentação da narrativa.
04/03/2026

A sobrevida do tronco: o cárcere como projeto de uma abolição estigmatizada

A história do Brasil, em sua gênese e permanência, é um projeto de feridas expostas que o tempo, longe de cicatrizar, insiste em reabrir sob novas formas de controle. Em Abolição estigmatizada: racismo, política criminal de drogas e superlotação prisional no Brasil (2025), Iná Nascimento empreende um movimento analítico necessário e urgente: desvelar as estruturas que conectam o trauma da escravidão ao fenômeno contemporâneo do encarceramento em massa.
24/02/2026

Entrevista com Iná do Carmo Almeida Nascimento

Clube do Leitor: O que a motivou, pessoal e academicamente, a escrever Abolição Estigmatizada? Iná do Carmo Almeida Nascimento: Tenho três motivos principais. O primeiro nasceu da minha atuação profissional como advogada, acompanhando casos e presenciando de perto a realidade dos presídios do Sertão, especialmente na busca pela liberdade condicional de pessoas privadas de liberdade. Ali, a teoria encontrava o concreto — e o concreto tinha cor. O segundo surgiu durante o mestrado, quando li a obra Encarceramento em Massa, de Juliana Borges.
19/02/2026

Clic e o sol que brilha

A literatura infantil, muitas vezes relegada ao espaço do puramente lúdico ou didático, revela-se, sob um olhar mais atento, como um terreno fértil para a investigação das estruturas sociais e das pedagogias morais que moldam o sujeito contemporâneo. Em Clic e o sol que brilha por dentro (2025), Thiago Duarte Venâncio apresenta uma narrativa que, embora revestida pela simplicidade do gênero, propõe uma reflexão sobre a mecanização dos afetos e a possibilidade de reencantamento do cotidiano através da alteridade.
19/02/2026

Future Rising: A Sétima Máquina – Volume 1

Em Future Rising: A Sétima Máquina, Rick Schwartz mobiliza as convenções do gênero distópico para investigar não apenas as fronteiras entre o orgânico e o sintético, mas a própria estrutura das relações de poder em um mundo mediado por sistemas onipresentes. No centro da narrativa, encontramos Zack, uma figura que encarna a ambivalência do herói contemporâneo: um combatente cuja armadura e implantes neurais o tornam uma extensão da própria tecnologia que ele, em última instância, parece contestar.
19/02/2026

Os degraus da jornada evolutiva

O livro Os degraus da jornada evolutiva, de Juliane Crevilari, apresenta-se como um roteiro prático voltado para o autoconhecimento e a expansão da consciência. A obra estrutura-se a partir do "Mapa da Consciência" desenvolvido pelo Dr. David Hawkins, propondo que cada emoção humana possui uma frequência vibratória específica.
19/02/2026

A arqueologia do eu: tipologias e tensões em Descobrindo meu temperamento

O interesse contemporâneo pela subjetividade e pelas formas de categorização do "eu" tem encontrado solo fértil em discursos que prometem decifrar a complexidade humana através de tipologias ancestrais. É nesse horizonte de busca por autoconhecimento que se situa o livro Descobrindo meu temperamento (2021), obra coletiva que se propõe a resgatar a milenar teoria dos quatro temperamentos (colérico, sanguíneo, melancólico e fleumático)  como ferramenta de navegação psíquica e social.